Largo da Batata

Largo da Batata
Desenvolvimento
Privado
Programa
Masterplan
Localização
São Paulo, SP, Brasil
Status
Concept design
Ano
2023

Nas décadas de 1950 e 1960, o Largo da Batata viu a construção de uma das principais vias de São Paulo, a Avenida Brigadeiro Faria Lima, que atravessou a região. Isso trouxe uma mudança significativa na paisagem e na dinâmica do largo, tornando-o um importante ponto de intersecção e transporte na cidade.

Nas últimas décadas, o Largo da Batata passou por um processo de revitalização que não foi bem absorvido pela população local e seus frequentadores. Ao mesmo tempo, a partir da Avenida Brigadeiro Faria Lima, o território do Largo da Batata é influenciado por uma tendência morfológica e econômica mais corporativa, e uma permanência cultural mais popular, tornando este espaço um caldeirão cultural e econômico singular na cidade de São Paulo.

A partir de uma abordagem integrada, o Instituto Cidades Responsivas identifica as potencialidades do território e define sua vocação por meio da Consultoria de Urbanismo Estratégico, e a OSPA Architecture traduz essa visão em um masterplan urbanístico que estabelece um diálogo entre memória e transformação, preservando as ressonâncias históricas do lugar e impulsionando uma nova centralidade urbana em São Paulo.

o [novo]contexto

“Não moraria pelas proximidades da Faria Lima, pois é um lugar que me remete à sensação de aridez, além de ser pouco caminhável em relação ao resto da cidade.”

“A forma como se impermeabilizou a área foi agressiva.”

“Parte do comércio que existe lá já não existe mais… duas quadras foram desapropriadas. Havia uma feira ali que virou tudo avenida. É um lugar muito árido, com menos diversidade e com poucas árvores.”

“Já caminhei pela região fazem alguns anos para conhecer os bares. Lembro de ser um espaço árido e da proximidade com o metrô.”

Pesquisa comportamental com grupos focais elaborada pelo Instituto Cidades Responsivas

Conheça a consultoria em urbanismo estratégico

A Cooperativa Agrícola de Cotia foi a organização que ocupou a região do Largo da Batata e que deu origem ao nome. Estabelecida por comerciantes japoneses e nipo-brasileiros, a cooperativa passou a ocupar o espaço após a proibição de produtos em atacado no Mercado de Pinheiros (Mercado dos Caipiras) que espalhou os comerciantes pelo bairro, sendo a área de maior fluxo a região do Largo da Batata.

Fonte: saopaulo.com.br

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“A ausência de áreas verdes na área de influência de nível cotidiano atesta a percepção empírica dos frequentadores da região e, quando utilizada como justificativa para o desinteresse em residir ali, revela um agente transformador crucial a ser abordado na regeneração do espaço.”

Instituto Cidades Responsivas
construirno construído

(re)Construir um referencial simbólico de uma cidade é uma tarefa que demanda cuidado. O Largo da Batata é um dos espaços enraizados no imaginário do paulistano, um lugar de afeto para grande parte da população. Equilibrar as forças entre cuidar da sua memória e projetar o seu futuro é demanda obrigatória para o melhor desenvolvimento e aceitação do novo lugar.

(também) É através de suas vias que a cidade entra em contato e dialoga com o seu usuário. A percepção de valor do espaço é invariavelmente vinculada à maneira como esse se relaciona com as vias que o permeiam. A reconciliação do pedestre com a região se faz necessária, através dela um lugar de passagem deverá ser reconfigurado como lugar de permanência.

Placemaking

A Fase 1 busca sensibilizar as pessoas e despertar o interesse pelo local, criando uma dinâmica permanente de ativação por meio de uma praça pública de 3.242 m², que reúne usos voltados à arte, turismo, gastronomia e trabalho.

Como gesto de transformação, propõe-se um concurso de arte urbana, inspirado no High Line, com uma instalação de grande escala capaz de atrair a atenção e sinalizar as futuras transformações, e uma fazenda urbana associada à foodtech como âncora programática, resgatando a história da Cooperativa Agrícola de Cotia, de 1920, por meio de máquinas bióticas para o cultivo de alimentos.

A implantação parte de uma estrutura modular em madeira engenheirada, como alternativa ao concreto, permitindo que o projeto se consolide ao longo dos anos por meio da combinação e verticalização dos módulos, conforme a demanda. A estratégia preserva a ativação comercial no térreo durante o crescimento do conjunto, sendo 29% da área construída desmontável e adaptável, enquanto 71% permanece para a Fase 2.

Módulo

frame.adapt.compose.stack.

Real Estate

A Fase 2 verticaliza os módulos e introduz um uso misto de maior densidade, combinando moradia, unidades para a mão de obra local com coworking, galerias, alimentação e usos ativos no térreo, enquanto fachadas, varandas e interfaces públicas reforçam a vida na rua e a experiência em escala humana.

O conjunto evolui de maneira gradual, acompanhando as novas demandas do território e consolidando uma centralidade urbana ativa, diversa e integrada ao entorno.

Confira mais imagens do projeto!

Info

DESENVOLVEDOR | Privado
PROGRAMA | Masterplan
LOCALIZAÇÃO | São Paulo, SP, Brasil
STATUS | Concept design
ANO | 2023
ÁREA CONSTRUÍDA TOTAL | 79.886,1 m²
ÁREA DO TERRENO | 25.195,75 m²

Equipe

SÓCIO RESPONSÁVEL | Rodrigo Milani
LÍDER DE PROJETO | Henrique Clezar

ESPECIALISTAS | Cristiano Carneiro, Lucas Obino, Luciana Fonseca

ARQUITETURA | Guilherme Fuhr, Henrique Clezar, Jean Zamarque,
Felipe Aguiar, Felipe Carneiro

Colaboradores

ILUSTRAÇÕES | Guilherme Silva

CONSULTORIA | Instituto Cidades Responsivas

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